Antes de Dizer “Sim”: 12 Perguntas Que Todo Casal Precisa Responder

Você aceitaria entrar em um negócio sem antes fazer algumas perguntas? Claro que não.

Pois o casamento não é um negócio — mas, com certeza, muitos noivos entram nele sem ter respondido a perguntas que, mais cedo ou mais tarde, baterão à porta.

Pensando nessa realidade, listamos algumas delas:

1. Que método contraceptivo vamos adotar?

Muitos noivos já entram no casamento com uma decisão silenciosa: a mulher usará pílulas anticoncepcionais. Esse assunto precisa ser discutido com maturidade e sob orientação médica. Homem e mulher devem conhecer os riscos, as vantagens e os prejuízos de cada método.

2. Quantos filhos vamos ter?

Um, dois, três, quatro, nenhum? No trabalho com casais, tenho visto muitos problemas porque o assunto não foi tratado com clareza. Muitas mulheres carregam amargura por não terem podido se realizar como mães, por causa de uma posição unilateral do marido nessa área.

3. Quando teremos nosso primeiro filho?

Outra pergunta indispensável. Especialistas em aconselhamento conjugal orientam que o primeiro filho só deve vir depois de um devido ajustamento do casal. É preciso saber que a chegada de um filho transforma o lar e o relacionamento. Não serão mais dois — uma terceira pessoa exigirá atenção e cuidado.

4. Se não pudermos ter filhos, vamos adotar?

Os casais precisam conversar também sobre a possibilidade da adoção, mesmo que ainda não enfrentem essa realidade. E, especialmente, se descobrirem que não podem conceber.

5. Onde vamos morar?

Perto ou longe da casa dos pais? Ou, quem sabe, na casa da sogra? Se for possível adiar o casamento para garantir mais liberdade nos primeiros anos, melhor. Mas, se não for possível, o assunto já foi conversado em família? Quais os limites que todos devem respeitar?

6. De onde virá o nosso sustento?

Esse tema tem gerado embaraço na vida de muitos casais. Estamos nos casando com alguma condição financeira, ainda que mínima? Ou vamos depender dos nossos pais? Não seria melhor adiar um pouco o casamento para não precisar dessa ajuda? Ou, ainda: até quando contaremos com esse apoio?

7. Como vamos administrar nossas finanças?

Vamos ter cartão de crédito? Vamos assumir prestações? Alguém — o homem ou a mulher — tem dificuldade em lidar com dinheiro? Quem será o administrador das finanças?

8. Estamos dispostos a priorizar nosso casamento?

Depois do relacionamento com Deus, a vida conjugal será a mais importante — ou vamos priorizar o relacionamento com os pais? Muitos casamentos naufragam porque os cônjuges não cortaram o cordão umbilical que os ligava às suas famílias de origem. Os pais são importantes, mas, depois de casados, a relação mais importante é a de marido e mulher. Vocês estão conscientes dessa verdade?

9. Que igreja vamos frequentar?

A dela ou a dele? E se forem de denominações diferentes? Como contornar as diferenças sem magoar e sem criar dificuldades doutrinárias?

10. Onde vamos passar os feriados, como Natal e Ano Novo?

“Não precisamos pensar nisso agora”, você talvez diga. Ledo engano! Se ambos valorizam essas datas, como vão conciliar as preferências? Na casa dele ou na dela? E se as famílias têm dificuldades de convivência, como ficará a celebração?

11. Quem vai cozinhar, lavar, passar, limpar, cuidar da casa?

Os casais se casam sem conversar sobre isso. Hoje, muitas mulheres também trabalham fora e esperam que o marido ajude nas tarefas domésticas. As tarefas serão divididas igualmente? O que fica sob responsabilidade de cada um?

12. Estou disposto a deixar a vida de solteiro e me comprometer com a vida de casado?

Casamento exige responsabilidades. O cônjuge terá prioridade sobre qualquer outro compromisso? Estarei sempre disposto a satisfazer suas necessidades? Estarei presente quando ele ou ela precisar? Ao lado dele ou dela, na saúde e na doença, na alegria e na tristeza?

13. Sou capaz de aceitar meu cônjuge como ele é?

Muitos casais pensam que poderão mudar o outro depois do casamento. Isso é um erro. Ninguém muda ninguém. É preciso aceitar e amar o outro como ele é. Seremos capazes de amar apesar dos defeitos que vemos? Nosso amor é capaz de atravessar as barreiras das diferenças pessoais?

Por: Pr. Gilson e Elizabete Bifano

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