Anônimas, sim; sem missão, nunca.

Na manhã da ressurreição, Lucas 24.10 nos apresenta alguns nomes: Maria Madalena, Joana e Maria, mãe de Tiago. Elas foram ao sepulcro e se tornaram testemunhas daquele momento que mudou a história. Mas o texto também menciona “as outras mulheres que com elas estavam”. Delas, não sabemos os nomes. Permanecem anônimas. Mesmo assim, não foram menos importantes. Também caminharam até o túmulo. Também receberam a notícia. Também voltaram com uma missão: anunciar que Jesus estava vivo.

Isso nos ensina algo precioso. No Reino de Deus, nem sempre os mais importantes são os mais conhecidos. A Bíblia preserva nomes de alguns, mas também honra a presença fiel dos que aparecem apenas como “outros”. Mulheres sem destaque público, sem biografia registrada, sem títulos, mas presentes no lugar certo, na hora certa, com o coração certo. Elas estavam ali, e isso bastou para que fossem incluídas no grande anúncio da ressurreição.

Vivemos em um tempo em que muita gente deseja visibilidade. Ser lembrado, reconhecido, celebrado. Mas o evangelho nos lembra que Deus não trabalha apenas por meio dos que ocupam o centro da cena. Ele também chama os anônimos. Chama gente comum. Chama os que não aparecem. Chama os que talvez nunca tenham seu nome mencionado, mas que seguem firmes na tarefa de testemunhar de Cristo.

As “outras mulheres” de Lucas 24 nos mostram que o anonimato diante das pessoas não significa irrelevância diante de Deus. O Senhor vê. O Senhor conhece. O Senhor envia. Ainda que o nome delas não tenha sido registrado, sua participação foi registrada no céu e na história da redenção. Foram parte do grupo que primeiro carregou a mensagem mais poderosa do mundo: Jesus venceu a morte.

Assim também é conosco. Talvez nosso nome não seja conhecido além da nossa casa, da nossa rua ou do nosso círculo de trabalho. Talvez ninguém escreva sobre nós. Talvez jamais sejamos aplaudidos. Mas, se anunciamos que Cristo vive, então estamos cumprindo uma missão gloriosa. Na família, na vizinhança, no local de trabalho, na igreja, em conversas simples e gestos discretos, participamos da mesma obra: testemunhar que o túmulo está vazio e que a esperança tem nome, Jesus.

Deus não nos chama, em primeiro lugar, para sermos famosos. Ele nos chama para sermos fiéis. A missão não depende de notoriedade, mas de obediência. O valor do mensageiro não está no quanto ele é conhecido, mas no quanto ele é leal à mensagem que recebeu.

Há espaço no Reino para os anônimos. Há propósito para quem serve sem holofotes. Há honra em ser apenas mais uma voz dizendo ao mundo que Cristo ressuscitou. As outras mulheres talvez não tivessem nome registrado na terra, mas tiveram um lugar eterno na missão de Deus.

E isso basta: anônimas, sim; sem missão, nunca.

Por: Gilson Bifano
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