O povo de Israel já havia conquistado grande parte da terra prometida de Canaã e a havia dividido entre as tribos. Josué, já idoso, estava se aproximando do fim de sua vida.
Josué reúne todas as tribos de Israel em Siquém, um local de grande importância histórica (onde Abrão construiu um altar ao Senhor, onde Jacó comprou terras e onde a aliança foi renovada em Deuteronômio 27). Ele convoca os anciãos, os líderes, os juízes e os oficiais para testemunhar suas últimas palavras e um ato final de aliança.
Nesse contexto, Josué faz uma afirmação que tem ecoado por centenas de gerações, chegando até nós. As palavras são as seguintes: “Porém, se lhes parece mal servir ao Senhor, escolham hoje a quem sirvam: se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do Eufrates, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; mas eu e a minha casa serviremos ao Senhor.”
Nessas palavras de Josué, encontramos, pelo menos, três atitudes que precisamos cultivar também em nossos dias:
CORAGEM
Josué foi corajoso ao tomar essa decisão e ao fazer essa declaração. A coragem está presente por ter sido uma declaração pública e irretratável, diante de todas as tribos (Josué 24.1). Sua coragem também é evidente porque já havia, por parte do povo, uma inclinação idólatra. Ao fazer a declaração de que seguiria ao Senhor, ele se arriscou a ficar sozinho nessa escolha. Hoje, precisamos ter a mesma coragem de Josué para fazer uma opção pessoal e para levar nossa família a seguir e servir ao único Deus, caminhando nos passos de Jesus e obedecendo seus ensinamentos.
CONVICÇÃO
Josué não tinha uma fé teórica. Ele foi uma testemunha ocular de praticamente toda a história de libertação de Israel. Presenciou inúmeras manifestações do Senhor em favor do seu povo. Não havia nenhuma dúvida em seu coração de que seguir e servir ao Senhor era a única e a mais certa decisão a ser tomada. Sua decisão não foi um arroubo emocional, mas baseada na firme convicção de que o Senhor era o único caminho a seguir. Deus não está à procura de seguidores ocasionais, mas de homens e mulheres que, a despeito do caos em que estamos inseridos, tomam decisões e levam suas famílias a seguirem o único Deus que fez, faz e fará maravilhas em nosso favor.
INTENCIONALIDADE
Josué, como líder, preparou o ambiente para proferir suas palavras desafiadoras ao povo. No verso 1, vemos claramente a intencionalidade na mente de Josué. Diz o texto que, como líder, ele reuniu o povo em Siquém, chamou os anciãos, líderes, juízes e oficiais. O que é isso, senão intencionalidade? Sejamos intencionais, como foi Josué! Devemos criar momentos, em nosso núcleo familiar e na família ampliada, para declarar publicamente nossa fé inabalável em Deus. Devemos criar ambientes em nossa família e contar para os pequeninos os grandes feitos de Deus na história bíblica e familiar.
Assim como Josué desafiou seu povo a uma escolha decisiva, somos hoje convocados a manifestar essa mesma coragem, sustentar essa convicção inabalável e agir com tamanha intencionalidade, construindo um legado de fé que ecoe por gerações e declare, em alto e bom som: “eu e a minha casa serviremos ao Senhor!”.
Por: Gilson Bifano
PERGUNTAS PARA CONVERSAREM EM FAMÍLIA
1 – Em que situação você precisa ter a coragem de Josué para defender suas convicções?
2 -Quais experiências em sua vida construíram sua convicção, tornando-a tão firme quanto a de Josué?
3 – Como você pode ser mais intencional, no seu dia a dia, para fortalecer os valores que guiam você e sua família?
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