O mês de agosto trouxe consigo a celebração do Dia dos Pais, um momento que nos convida a uma reflexão profunda. É alarmante constatar como a Igreja, em grande medida, parece ainda não ter percebido o quanto tem sido influenciada pela sociedade moderna na desvalorização da paternidade.
Basta comparar a forma como o Dia das Mães é celebrado nas igrejas com a celebração do Dia dos Pais. Embora sua experiência possa variar, a discrepância é notável na maioria das congregações.
Acredito firmemente que uma das tarefas cruciais para as igrejas evangélicas hoje é reconhecer e assumir sua missão vital em relação à paternidade. E o ponto de partida fundamental é justamente essa conscientização.
A sociedade contemporânea, por sua vez, demonstra um claro desinteresse em valorizar a figura paterna e o papel da paternidade. Há inúmeras forças sociais e culturais que operam nesse sentido, incluindo certas narrativas ou vertentes do movimento feminista. É imperativo que a Igreja reconheça essa realidade, afastando-se de qualquer percepção de teoria da conspiração.
Outra frente de trabalho essencial é o engajamento direto com os homens, para que compreendam a importância fundamental que possuem como pais na vida de seus filhos, da família e da sociedade em geral. Inúmeras pesquisas demonstram que a presença de uma figura paterna saudável na vida de uma criança gera impactos positivos duradouros. Em contrapartida, a ausência paterna ou a presença de um pai abusivo podem acarretar sérios danos na formação da personalidade infantil. Estudos também revelam que grande parte da população carcerária não contou com a presença paterna de forma saudável e positiva em suas vidas.
Uma tarefa premente para a Igreja é desenvolver um discipulado bíblico, consistente e contínuo, focado em capacitar os homens a reconhecerem e assumirem sua vital importância para seus filhos, sua família e a sociedade.
Adicionalmente, um trabalho paralelo com mulheres e mães é igualmente crucial. Enquanto se capacitam os homens sobre a importância da figura paterna, as igrejas devem também auxiliar as mulheres/mães a permitirem que seus parceiros assumam plenamente o papel de pai. Frequente, e muitas vezes inconscientemente, as esposas podem se tornar um obstáculo para o pleno exercício da paternidade por parte de seus maridos.
É notável, na narrativa bíblica, como Deus providenciou que Jesus, Seu Filho, fosse criado em um lar onde a presença materna era forte, mas não sobrepunha a igualmente robusta presença paterna.
Os homens devem ser encorajados a uma imersão ativa na vida de seus filhos para exercerem a paternidade em sua plenitude, e as mulheres/mães precisam facilitar essa participação diária na rotina familiar. Isso inclui desde a troca de fraldas e a hora do banho até pentear o cabelo, levar os filhos ao médico e participar de reuniões de pais e mestres na escola.
Estas são algumas reflexões e propostas de passos práticos para que os pais possam ser devidamente celebrados, valorizados e amados por seus filhos e famílias.
—–
Por: Gilson Bifano
Diretor do Ministério OIKOS. Palestrante, escritor e conferencista na área de família.
______________
O coração da sociedade é a família. Com apenas um real por dia, seu apoio se torna a batida rítmica que a sustenta e a protege. Seja essa pulsação. Seja AGORA MESMO nosso doador. Clique Aqui.
Uma resposta
Parabéns a todos os País!
Deus continue abençoando e usando o Pr. Gilson Bifano através de uma visão sábia, madura, e equilibrada a respeito da família, no presente artigo a relevante ” Valorização Paterna na Igreja Contemporânea”.