O trabalho ministerial é qualquer ação realizada em nome de uma igreja que serve ou apoia a sua missão de alguma forma. É o serviço a Deus. É um ato altruísta para auxiliar aqueles que podem estar enfrentando dificuldades físicas, mentais, espirituais ou emocionais.
O trabalho ministerial envolve alcançar pessoas dentro e fora dos muros da igreja; envolve pessoas espiritualmente dotadas em áreas específicas para espalhar o amor de Deus aos outros.
Muitas vezes, ao trabalhar no ministério, as pessoas tendem a esquecer que essa obra está enraizada na ação do amor. Quando se trata de amor no ministério aos membros solteiros do Corpo de Cristo, todos — incluindo os próprios solteiros — podem se beneficiar de uma atualização nessa área. Se você está se perguntando como ministrar aos solteiros com amor, veja a lista a seguir para descobrir algumas maneiras de fazê-lo.
1. Afirme-os em sua solteirice
Palavras de afirmação vêm de muitas formas. São expressões sinceras oferecidas a outras pessoas para elevá-las e encorajá-las em diversos aspectos de suas vidas. Podem ser lidas em um livro, escritas à mão em um cartão ou simplesmente expressas verbalmente.
Quando se trata de cristãos solteiros, muitas pessoas frequentemente os afirmam apenas em seu potencial para se casarem. Embora não haja nada de errado nisso, esses gestos dão a impressão de que o casamento é a única maneira de uma pessoa ter uma vida plena.
Afirmar os solteiros por quem eles são, e não por seu estado civil, os ajudará a crescer como os indivíduos que Deus os criou para ser. Para afirmar seus irmãos e irmãs solteiros em Cristo de forma eficaz, reserve um tempo para fazer o seguinte:
- Diga a eles que você os ama com o amor de Deus.
- Diga a eles que você acredita neles.
- Entregue-lhes cartões de incentivo.
- Ofereça-lhes um livro de afirmações diárias.
- Deixe-os saber que a solteirice é uma fase repleta de bênçãos, planejadas especialmente para eles neste momento da vida.
- Incentive-os a caminhar no discipulado.
- Deixe-os saber que eles são completos em sua solteirice.
Independentemente da forma como você decida demonstrar apoio, certifique-se de que o foco esteja em quem elas são como pessoas, e não em seu status de relacionamento.
2. Apoie o trabalho do Ministério de Solteiros
Apoiar os solteiros em sua jornada de discipulado significa apoiá-los por meio do ministério. Embora sejamos membros do corpo de Cristo e um nEle, existem necessidades individuais que devem ser atendidas para garantir que cada crente seja devidamente amparado.
Apoiar os solteiros no ministério significa que existem ações específicas voltadas para as suas necessidades. Há muitas maneiras pelas quais as igrejas podem fazer isso.
Para começar, os solteiros devem ter uma linha de oração para compartilhar suas preocupações sinceras sobre a solteirice. A igreja pode patrocinar retiros específicos, com foco em diversos tópicos pertinentes a esse público. A igreja também pode criar classes de Escola Dominical e estudos bíblicos exclusivos para solteiros. Indo além, as igrejas e seus líderes podem criar um currículo específico para essas classes.
Se os solteiros da sua congregação estiverem organizando um evento, todos devem tentar apoiá-los, seja distribuindo material de divulgação ou oferecendo apoio logístico. O ministério é vital para o crescimento da igreja e deve ser sustentado pelo amor de Deus.
3. Descubra o que os solteiros precisam da Igreja
Quando se trata de atender às necessidades dos solteiros, as igrejas muitas vezes erram o alvo. Elas erram porque presumem que todo cristão solteiro deseja o casamento e não dedicam tempo para descobrir o que eles precisam além dessa perspectiva limitada.
A essência do trabalho ministerial é aprender sobre as necessidades dos outros e atendê-las. Em um esforço para ministrar aos solteiros com amor, as igrejas devem primeiro entender o que eles precisam. As igrejas podem criar uma série de perguntas diagnósticas para avaliar várias áreas de suas vidas além do estado civil. O diagnóstico pode ser anônimo e as respostas podem ser usadas para planejar atividades específicas. Uma vez avaliadas as necessidades, é hora de agir.
4. Evite encontros arranjados
Há muitos equívocos persistentes sobre pessoas solteiras e seu desejo por namoro e casamento. Muitos acreditam que todo solteiro deseja se casar ou que, se alguém é solteiro, deve estar ativamente procurando um parceiro.
Embora esses sejam desejos comuns, nem todos os solteiros desejam se casar e muitos não namoram constantemente em busca de um parceiro para a vida toda. Ao ministrar a solteiros, evite ao máximo fazer encontros arranjados por diversos motivos:
- a) Você pode não saber o que seu irmão ou irmã em Cristo deseja ou exige em um cônjuge.
- b) Você não pode presumir que alguém será um bom parceiro para outra pessoa com base apenas no que você sabe sobre ela fora de um relacionamento.
- c) Se as coisas não derem certo, você poderá prejudicar seus relacionamentos pessoais e a comunhão.
- d) Se não for feito com a intenção e sensibilidade corretas, as pessoas podem se ofender com seus esforços.
Embora apresentar pessoas seja um gesto gentil, deve ser feito com cautela. Se você deseja unir um solteiro a outro, certifique-se de que ambos estejam dispostos a conhecer alguém. Caso contrário, evite forçar casais dentro da igreja.

5. Aprenda a orar pela plenitude dos solteiros
A oração é a comunicação com Deus; é o momento em que entregamos nossas preocupações e Ele fala aos nossos corações. No que diz respeito aos solteiros, muitos acreditam que o melhor é orar apenas pelo casamento. Embora não haja erro nisso, orar apenas por um cônjuge não é suficiente.
Ao interceder pelos solteiros, as orações devem ser centradas na plenitude da pessoa. Quer queiramos acreditar ou não, os solteiros enfrentam problemas que vão muito além de viver sem um cônjuge. Aprenda a orar pela plenitude deles durante essa fase da vida: peça a Deus que governe suas mentes, corações e espíritos para que vivam de forma que O agrade; ore para que consigam controlar seus desejos e caminhar em santidade; ore por prosperidade e alegria em suas carreiras; e ore para que compreendam a profundidade do amor de Deus por eles.
6. Ministre sobre a plenitude da vida nesta fase
A vida de solteiro é multifacetada e tem um propósito específico. É o momento para construir um relacionamento profundo com Deus, desenvolver autoconhecimento e descobrir dons espirituais. Muitos solteiros perdem a plenitude desta fase simplesmente porque foram ensinados a focar exclusivamente no casamento futuro. Se você deseja servir com amor, reserve um tempo para ensiná-los sobre tudo o que o momento presente tem a oferecer para o Reino e para o crescimento pessoal.
7. Preste atenção às perguntas que você faz
Pessoas solteiras são frequentemente bombardeadas com perguntas sobre seu status de relacionamento. Embora seja normal perguntar sobre a vida de alguém, é importante ter cuidado. Evite ser invasivo, ofensivo ou desrespeitoso. Ao conversar, faça perguntas gerais sobre o bem-estar e os projetos deles. Mesmo que você tenha intimidade, aborde o assunto da solteirice com tato e sensibilidade.
A igreja é o lugar onde crentes de todas as origens se reúnem para adorar, trabalhar e crescer. Quando ministramos aos outros, estamos representando Cristo, e Cristo é amor.
Ministrar aos solteiros é uma bênção e um privilégio que não deve se limitar a conversas sobre relacionamentos, mas deve edificar toda a sua existência como membros essenciais do Corpo de Cristo.
Por: Liz Lampkin
Fonte: crosswalk.com
Perguntas para reflexão:
1 – Em nossas conversas e aconselhamentos, temos afirmado o valor do solteiro pelo que ele é em Cristo hoje, ou nossas palavras de incentivo focam apenas em um “potencial casamento”, reforçando a ideia de que a vida só começa após o altar?
2 – Quando planejamos atividades para o ministério de solteiros, estamos respondendo a necessidades reais que eles nos comunicaram ou estamos apenas repetindo suposições e modelos que focam exclusivamente na busca por um cônjuge?
3 – Nossas intercessões pelos solteiros da comunidade têm sido limitadas ao pedido por “um companheiro(a)”, ou temos orado com a mesma intensidade por sua saúde mental, sucesso profissional e santidade, reconhecendo-os como membros completos do Corpo de Cristo?