A impressora jato de tinta do Ministério OIKOS, com três anos de uso, começou a exibir uma mensagem no computador alertando que eu deveria procurar um técnico urgentemente, pois o tempo de vida útil do aparelho estava chegando ao fim.
Não acreditando na informação, fui adiando a ida ao técnico. Até que, num belo dia, quando precisei imprimir algo muito importante — que não podia ser impresso na matricial de mais de 15 anos — ela simplesmente parou de funcionar.
Fui conversar com o técnico de informática, e ele me explicou que existe uma programação na placa da impressora que a faz parar de funcionar depois de um determinado número de cópias. A solução? Comprar uma nova.
Inconformado, pedi para trocar a placa. Gastei R$ 120,00 tentando resolver o problema. Funcionou por apenas três dias. Depois, pifou de vez. Não teve jeito: tive que comprar outra. E ela vai durar somente uns três anos, mais ou menos.

É a era dos descartáveis!
Os produtos são feitos para durarem poucos anos. Lembro-me do liquidificador da minha casa, na época em que eu era criança, lá em Pirapetinga, MG. Pesava uns três quilos! A vizinhança toda sabia quando estávamos fazendo um suco. Fazia barulho, mas durava. Não me lembro de outro liquidificador na minha infância, adolescência e até a juventude. Isso sem falar do fogão Cosmopolita que tínhamos. Compravam-se esses utensílios domésticos uma vez apenas! Hoje é diferente. Já não me recordo quantos liquidificadores já tivemos durante os nossos 22 anos de casamento. Sofá? Já tivemos uns três! Não é que somos desleixados, não! Não nos julguem precipitadamente. É que esses móveis e eletrodomésticos são feitos para durar pouco.
O que isso tem a ver com o casamento? Muitas coisas. Pode não parecer, mas essas situações são reflexos da pós-modernidade. Eletrodomésticos, relacionamentos, conceitos, instituições — nessa era pós-moderna, tudo é descartável.
Quebrou? Compre outro em dez suaves prestações no cartão de crédito. Não precisa nem sair de casa. Compre pela internet e ainda entregam rapidinho na sua porta.
Casou? Está havendo muitos conflitos? A esposa está com rugas tipo pé de galinha? O marido está barrigudo demais? Não precisa trabalhar para que os conflitos sejam superados e resolvidos adequadamente pelo casal. Para que gastar dinheiro numa terapia de casal? Não precisa ficar a vida inteira com a mesma mulher, com o mesmo homem. Procure uma bem mais jovem, um mais saradão! Não precisa se conscientizar acerca do envelhecimento.
Agora existe uma lei que permite efetivar um divórcio rapidinho, se não houver filhos e bens. É fácil, fácil! É o mesmo que ir a uma loja comprar uma impressora nova e usá-la por mais três anos.
“Não tem problema, as coisas são assim mesmo” — essa é a mensagem da pós-modernidade.
Que Deus tenha misericórdia! Que olhemos sempre para a Bíblia e encontremos nela a mensagem eterna para nossa vida e para as instituições tão preciosas aos olhos de Deus, como a família e o casamento.
Por: Gilson Bifano
PERGUNTAS PARA REFLEXÃO PESSOAL OU EM GRUPO:
1 – Você já tratou um relacionamento como algo descartável? O que motivou isso?
2 – Vale mais a pena tentar salvar um casamento com problemas ou simplesmente se separar? Por quê?
3 – O que você pode fazer hoje para tornar seus relacionamentos menos descartáveis e mais duradouros?