Ao ler o site de notícias da Revista Oeste (publicado em 02/11/24), chamou-me a atenção o título de uma matéria que dizia: “Veja 5 mansões de famosos que estão aos cacos”.
A reportagem abordava como as mansões de Hebe Camargo, Clodovil, José Rico, Mário Gomes e até de Pelé encontram-se abandonadas. A casa onde Hebe residiu por 21 anos, no bairro do Morumbi, em São Paulo, está em ruínas. Ali, a apresentadora realizou grandes festas que reuniram políticos e celebridades.
A mansão de Clodovil, em Ubatuba, também está abandonada desde 2009, ano do falecimento do estilista. O imóvel conta com 20 cômodos distribuídos em 3 mil metros quadrados. Já o cantor sertanejo José Rico construiu um castelo com 100 quartos, em uma área de 48 mil metros quadrados, na cidade de Limeira (SP). Hoje, a imponente construção está em completa ruína.
No Rio de Janeiro, a casa do ator Mário Gomes, no bairro da Joatinga, com seus 600 metros quadrados, foi considerada insalubre e está abandonada. Por fim, a matéria listou a residência de Pelé, no Guarujá, litoral paulista, que está desocupada há mais de um ano.

Essas mansões certamente testemunharam dias de alegria, glória e sucesso. Hoje, contudo, tornaram-se pauta de notícias que nos convidam a refletir sobre as verdadeiras prioridades da vida. O estado de deterioração desses imóveis evidencia o quão efêmeros são a fama e o êxito material.
Sem entrar nas questões familiares dos antigos proprietários, proponho uma reflexão: que tipo de legado estamos deixando para os nossos? Será que estamos transmitindo apenas bens materiais ou apenas um nome na calçada da fama?
Essa leitura também nos confronta com o propósito da nossa existência. Para que vivemos? Como escreveu o apóstolo Paulo, vivemos, antes de tudo, para o louvor da glória de Deus (Efésios 1:12). Existimos para construir um legado imaterial, acima de qualquer outra coisa.
Não há qualquer problema na riqueza. Jó, por exemplo, foi um dos homens mais ricos de sua época. A Bíblia, contudo, ao introduzir sua história, não inicia listando seus bens materiais, mas sim suas virtudes: integridade, retidão, temor a Deus e desvio do mal (Jó 1:1). Fomos chamados também para edificar famílias que sejam bênçãos para a igreja de Cristo e agentes de transformação na sociedade.
Para construir lares assim, precisamos fazer escolhas conscientes sobre o uso do nosso tempo. Edificar a família que Deus deseja muitas vezes exige recusar propostas profissionais tentadoras, mesmo sabendo que a renda financeira será menor. Significa blindar a agenda para priorizar o cônjuge e a convivência com os filhos.
Em suma, nossa passagem por este mundo serve para honrar a Deus, deixar um legado eterno e estruturar famílias que abençoem a sociedade. Nossas decisões diárias devem espelhar essas prioridades. Ao orientarmos nossas escolhas por esses valores, daremos nossa real contribuição para a igreja de Cristo e para o mundo ao nosso redor.
Por: Gilson Bifano
Diretor do Ministério OIKOS – Ministério Cristão de Apoio à Família
PERGUNTAS PARA REFLEXÃO PESSOAL OU EM GRUPO:
1 – Se tudo o que é material em sua vida desaparecesse hoje, qual seria o tamanho e o valor do legado espiritual e emocional que restaria para a sua família?
2 – Olhando para a sua agenda da última semana, as suas prioridades diárias refletem o desejo de construir uma família forte ou estão mais alinhadas à busca pelo sucesso profissional e material?
3 – Você estaria disposto a recusar uma promoção ou uma proposta de trabalho mais lucrativa se percebesse que ela roubaria o tempo essencial de convivência com seu cônjuge e seus filhos?