
A revista ISTO É, em sua edição de outubro de 2000, trouxe na reportagem de capa o título “Casamento em Risco”. O texto apresentava dados relevantes sobre as relações dos casais em nosso país e apontava a ausência de diálogo como a principal causa do fracasso das relações. Infelizmente, essa ainda é uma realidade entre muitos casais.
O diálogo merece profunda atenção dos cônjuges. Percebe-se que nem todos os casais compreendem o que realmente significa dialogar. Alguns acreditam que dialogar é apenas expor suas insatisfações, muitas vezes de maneira arrogante e prepotente. No entanto, o diálogo entre o casal exige reflexão e a busca conjunta por soluções. Outro aspecto essencial é lembrar que dialogar não consiste em falar compulsivamente, mas, sobretudo, em ouvir o outro. A Bíblia já nos alerta sobre isso: “Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar” (Tiago 1:19).
Alguns casamentos experimentam, na prática, a realidade de um verdadeiro “campo minado” — um terreno onde mágoas, rancores, desilusões e questões mal resolvidas ficam enterrados, sempre prontos para explodir. É preciso cuidado para que a ausência de diálogo não nos leve a enterrar situações que deveriam ser trabalhadas. Isso vale para todas as áreas do relacionamento humano, não apenas para as relações matrimoniais. Muitos casais, por não terem coragem de enfrentar os próprios conflitos, plantam uma espécie de “jardim” sobre o campo minado: flores belas, plantas decorativas. Mas, cedo ou tarde, uma explosão acontecerá.
Seria bom que “minas” jamais fossem enterradas nas relações. Uma vez enterradas, elas explodem — e, ao explodirem, são dolorosas. Infelizmente, temos presenciado situações em que “braços e pernas existenciais” já foram “amputados” ao longo dos relacionamentos. Obviamente, isso torna a recuperação difícil, lenta e delicada. Contudo, cremos firmemente que, quando o casal se dispõe a buscar a presença de Deus e a reconhecer suas falhas, suas “minas”, coisas extraordinárias acontecem.
Se você está no início do casamento, não deixe que “minas” sejam enterradas no solo da sua relação. Se você já enterrou “minas”, não desanime: procure sabiamente desenterrá-las, trabalhando as situações mal resolvidas com o Perito em questões de relacionamento — Deus. Pois elas podem, de repente, explodir e causar muitos danos.
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Por: Pr. Edvaldo Shamá
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PERGUNTAS DE REFLEXÃO PESSOAL OU EM GRUPO:
1 – Você tem dialogado de verdade — ouvindo o outro — ou apenas exposto suas insatisfações? Tiago 1:19 nos chama a ser “prontos para ouvir, tardios para falar”. Como está o equilíbrio entre falar e ouvir no seu casamento?
2 – Existem “minas” enterradas na sua relação — mágoas ou questões mal resolvidas que você evita tocar? Quais situações você tem “posto flores por cima” em vez de enfrentar com coragem e diálogo?
3 – Você tem buscado a Deus como o Perito em relacionamentos para desenterrar essas questões? O que você precisa reconhecer (suas próprias falhas) e entregar a Ele para que a cura aconteça?