Adolescência: A Jornada do Silêncio ao Reencontro

Às vezes, criar adolescentes pode ser como enviar um astronauta ao espaço.

As primeiras sondas espaciais lançadas do Cabo Canaveral, nos anos 60, geraram ansiedade quanto à segurança dos astronautas. Foi especialmente tenso quando a nave espacial estava reentrando na atmosfera terrestre.

Na parte mais perigosa da jornada, os íons negativos se acumulavam em torno do escudo de calor e interferiam no contato por rádio por cerca de sete minutos. Sete longos minutos! Finalmente, a voz tranquilizadora de Chris Kraft interrompia o silêncio e dizia: “Fizemos contato com o Coronel Glenn novamente. Está tudo bem”. Em um sentido muito real, a adolescência pode ser como essa espaçonave.

Depois do treinamento da infância, um jovem de treze anos é lançado no espaço em meio a uma explosão. Então, algo como os “íons negativos” começa a interferir na comunicação, justamente quando os adultos querem ter certeza de que seus filhos estão seguros. Por que ele não quer conversar? Por que ela desapareceu atrás de um muro de silêncio? É um período confuso e aterrorizante.

Felizmente, depois de alguns anos, os primeiros sinais estridentes começarão a se fazer ouvir novamente e o contato será restabelecido. O ambiente negativo se dissipará gradualmente e a aterrissagem durante os vinte e poucos anos pode ser um maravilhoso reencontro para ambas as gerações.

O que você deve fazer como pai ou mãe durante esse período? Primeiro, precisa orar por seus filhos e se firmar na verdade da Palavra de Deus: “Dirija seus filhos no caminho certo, e quando eles forem mais velhos, não sairão dele”. Em segundo lugar, você precisa exercitar a paciência. “Tenha, porém, a paciência a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, sem faltar em coisa alguma” (Tiago 1:4 NVI).

Lembre-se: “Dirija seus filhos no caminho certo, e quando eles forem mais velhos, não sairão dele.” – Provérbios 22:6 NLT

Por: Bob e Debby Gass

Fonte: UCB Brasil


Três Perguntas de Reflexão Individual ou em Grupo

1. Você já viveu ou está vivendo o “período de silêncio” com seu filho adolescente? Como tem lidado com a sensação de que a comunicação foi interrompida?

2. O texto compara os “íons negativos” da reentrada espacial com o comportamento dos adolescentes. O que você acha que pode estar por trás desse “muro de silêncio” — e como diferenciar um isolamento saudável de um sinal de alerta?

3. A paciência é apresentada como uma das chaves para atravessar essa fase. O que você pode fazer hoje para cultivar essa paciência e, ao mesmo tempo, manter-se presente e disponível, mesmo sem respostas imediatas?

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *