Hoje, 11 de setembro de 2026, completam-se 25 anos daquele dia que ficou para sempre na memória de milhões de pessoas. Em 11 de setembro de 2001, o número de mortos como consequência dos atentados terroristas às Torres Gêmeas em Nova York e ao Pentágono, nos EUA, chegou a quase 3.000.
Nos dias seguintes ao atentado, começamos a tomar ciência dos últimos contatos que as pessoas que estavam nas torres ou nos aviões sequestrados fizeram com os seus parentes mais próximos.
Thomas Burnett, casado e pai de três filhas, passageiro do voo 93 da United Airlines, ligou quatro vezes para a esposa. Jeremy Glick, 31 anos, também ligou várias vezes para a esposa. Numa dessas ligações, ele lhe disse: “Eu te amo”. Pouco depois dessa última declaração, o avião caiu nas imediações de Pittsburgh. Mark Bingham, 31 anos, ligou para sua mãe e se despediu.
Bárbara Olson, de 46 anos, ligou para o esposo e pediu orientações. Com uma das torres já em chamas, Daniel Lopes, que trabalhava no 96º andar, ligou para a esposa e disse estar bem, mas logo depois o celular emudeceu com a queda do edifício.
O relato mais dramático foi o de uma das vítimas do World Trade Center, que ligou para sua família e disse: “Sei que vou morrer, mas quero dizer que amo vocês”.
Quando leio esses depoimentos, chego, mais uma vez, à conclusão de que a família é muito importante. Eles não ligaram para as empresas em que trabalhavam. Uma outra conclusão a que chego é que, realmente, não sabemos quando será o último beijo, o último abraço, o último “eu amo você”, o último “filho, papai ama muito você”.
Vinte e cinco anos depois, essas vozes continuam a nos ensinar a mesma lição: o amor dito em tempo é a única coisa que atravessa qualquer tragédia.
Diga hoje para seu cônjuge, filhos, pais, avós o quanto eles são preciosos para você. Palavras assim são como favos de mel ou remédio para nossas enfermidades.
Por: Gilson Bifano
PERGUNTAS PARA REFLEXÃO PESSOAL OU EM GRUPO:
1 – Se você soubesse que hoje seria a sua última conversa com alguém que ama, o que diria?
2 – O que você tem adiado dizer — um “eu te amo”, um pedido de perdão, um agradecimento — e por quê?
3 – Os últimos contatos daquelas pessoas foram todos com a família, não com o trabalho. O que isso revela sobre as nossas prioridades diárias?